Sábado
Carboxiterapia no Vida e Saúde
Assista a matéria sobre a Carboxiterapia que saiu no Vida e Saúde deste sábado, 14/11/09.
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Cínthya Verri
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14.11.09
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Sexta-feira
CINETERAPIA com Paulo Sérgio e Elisabeth
Veremos Filmes
apresenta:

Na segunda-feira, dia 23/11, às 20h, veremos Eu Me Chamo Elisabeth (Je M'Appelle Elisabeth)* na companhia do Paulo Sérgio Rosa Guedes.
Este evento nasce do Curso de Instrução do AT e é aberto a interessados em viver melhor.
*O filme está disponível no Brasil somente em película; em DVD apenas para a Europa, portanto a oportunidade é rara.
O Sindicato dos Bancários cede a casa - isso tudo acontece lá:
Cinebancários
Rua General Câmara, 424 - Centro
Pertinho do Theatro São Pedro (google-mapa no fim do post)
Ingressos a R$20,00 (80 lugares)
Reservas de ingressos deverão ser feitas por email
(atendimento@clinicaverri.com.br)
e serão válidas até 20 minutos antes da sessão.
Eu Me Chamo Elisabethtitulo original: (Je M'Appelle Elisabeth)
lançamento: 2006 (França)
direção: Jean-Pierre Améris
atores: Alba Gaïa Kraghede Bellugi , Stéphane Freiss ,
Maria de Medeiros , Benjamin Ramon , Yolande Moreau
duração: 90 min
gênero: Drama
Paulo Sérgio Rosa Guedes
Percebe a solidão e diz que é insuportável sermos tão diferentes um do outro.
Paulo Sérgio é um magneto.
Ele, de si, conta assim: que conquistou a medicina, que a música o formou, que tenta um pouco a poesia e é assim que se afina para tornar-se o que é.
Não pode ser reduzido à psico-análise que ensina, embora generosa e brilhante.
Ajuda-nos a viver com coragem e fala com a verdade necessária.
Autor de “O Sentimento de Culpa”; de “Nada precisa ser como é”; organizou e compôs “Palavras Guardadas”.
Reside em Porto Alegre e vive com paixão.
Pode ser encontrado em Punta del Este, em formosas quadras de tênis, hábeis mesas de Poker, em salas de cinema quase vazias, dentro da música, com amigos, com amor.
[Entrevista em 2007]
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Cínthya Verri
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13.11.09
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Terça-feira
Vote no Bitols!!
Passa lá e vota no Fabrício Carpinejar, que depois do Jabuti e do Twitter é definitivamente o Fato Literário do ano.
Vota aqui ó
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Cínthya Verri
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27.10.09
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Sexta-feira
Encontre suas capacidades para conhecer e conviver e, ao mesmo tempo, ajudar outros.
Seja, ao natural, uma pessoa que pode ter saúde mental e contribuir para que outros tenham.
Cuide e ajude quando acontecem estresses, crises, quer nossas, das famílias ou do grupo em que se vive.
O que é ser capaz de ajudar?
Conhecer e ser um melhor amigo, um colega, um familiar ou um Acompanhante Terapêutico.
Capacitar-se para cuidar de pessoas com depressões, medos, desajustamentos, dependência de drogas e medicações, distúrbios alimentares entre muitos outros.
Poder integrar uma equipe com outros que trabalham com a saúde mental.
Requisitos básicos para se tornar um hábil nas relações interpessoais:
Gostar de se relacionar socialmente e de ajudar as pessoas.
Módulo Primeiro – Base do Trabalho: como ajudar a pensar, refletir e falar.
Introdução ao Acompanhamento Terapêutico (AT);
Verdades: como começaram a moral e as regras éticas; Base Relacional: deve haver mais de uma forma de amor; Estudo da mente e suas expressões variáveis; Abordagem em momentos críticos;
Dilemas: amizade e suas alternativas – o encontro melhora a convivência; O trabalho com Familiares; e Situações exemplares.
Devido à grande procura, a Clínica Verri decidiu abrir inscrições para a segunda turma de instrução do Acompanhante Terapêutico, conduzido pela médica Cínthya Verri e pelo filósofo Roberto Milman Azambuja, ambos psicoterapeutas.
São dez vagas.
Serão oito aulas, sempre às quartas, das 20h às 21h30.
Iniciamos dia 14/10, mas ainda é tempo de vir.
Inscrições pelo telefone (51)3022.4444 ou pelo atendimento@clinicaverri.com.br
$: R$200,00 mensais
Mais no blog: http://cursodeinstrucaodoat.blogspot.com
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Cínthya Verri
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16.10.09
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Terça-feira
Luiz Ruffato em Porto Alegre!
Luiz Ruffato em Porto Alegre!
Quinta-feira, 15 de outubro, a partir das 19 horas
Livro: ESTIVE EM LISBOA E LEMBREI DE VOCÊ
Editora: Companhia das Letras
Local: Livraria Cultura Bourbon Shopping Country - Av. Tulio de Rose, 80 - Porto Alegre
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Cínthya Verri
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13.10.09
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Domingo
Se der - Música da Gaveta
A série Músicas da Gaveta ganha a companhia de Se Der.
Confira aqui.
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Cínthya Verri
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11.10.09
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Segunda-feira
Da Etiologia do Sofrimento Mental II
Chove em Porto Alegre Introdução Algumas pessoas sentem amor próprio com naturalidade. Outros pesquisam continuamente nos relacionamentos, na compra de propriedades ou na carreira tentando encontrá-lo. Como acontece essa diferença? Primeiro, precisamos distinguir entre quem está buscando vitórias e quem ama. O primeiro quer poder. Acredita em ter orgulho, em ser superior, em ter autoridade. Quem quer o amor, sabe encontrá-lo sem partir em nenhuma direção: as coisas são vistas com simplicidade. Em geral, quem busca o poder sequer procura a satisfação: quer primeiro a adversidade. Somente através de dificuldades, de superar-se é que sente, por alguns segundos, o alívio de conseguir. Imediatamente isso desaparece. Ele volta a exigir-se com fervor. Não sabe disso, mas esta pessoa, em si, não vale nada para ela. Como estas coisas que busca também não têm valor duradouro, ela recomeça o ciclo da desvalia. Berço Esplêndido Algumas sugestões de origem para este desvalor parecem apontar para experiências na infância. O que chamamos auto-estima começa, inicialmente, na estima que os pais têm pelos seus filhos, no apego seguro nascido nos primeiros anos. Através de atos simples como ser tocado, receber atenção aos sentimentos e orientação para realização de um objetivo, o bebê passa a ver seu valor refletido nos olhos dos pais: a ver-se desejável, ou seja, digno e capaz de ser amado. Estes sentimentos são tão poderosos que têm sido reconhecidos por influenciar a longevidade. Um bebê, quando se arrisca à autonomia de sentar-se, por exemplo, convida a mãe a reagir. Algumas reconhecerão a coragem e a capacidade que ele tem. Outras, temerárias, saltarão na direção do movimento para ampará-lo. Esse regate imediato tende a assustar o bebê. O que pode ler disso é que corria perigo. Ao contrário, a mãe que sorri tranqüila, apresenta reconhecimento da atitude bravia premiando e reforçando a tentativa. Esse esteio em presença exagerada toma o lugar do desafio. Toma o lugar do esqueleto de quem está em desenvolvimento. É uma forma de abuso. O bebê que não recebe estímulo nenhum, por sua vez, pousará na indiferença do olhar. Não receberá sorrisos, consolos, reforços. Também ele estará tendendo à inércia do desejo. Existe uma coluna vertebral das atitudes: ela nasce a partir das tentativas que fazemos com naturalidade logo que nascemos. Se, através de diferentes formas de abuso ou negligência, um bebê não consegue obter esse espelho amoroso de suas capacidades, duas coisas acontecem com freqüência: a primeira: a criança começa a pensar-se defeituosa, rejeitada. Uma vez que, para nós quando crianças, os pais são divindades, o abuso e a negligência parental (incluindo a insensibilidade aos sentimentos) são vividos como plenamente justificados: "Se a mamãe ou o papai me tratam desta maneira, deve ser culpa minha." Uma segunda coisa também acontece: na infância, somos mestres na elaboração de estratégias para seduzir ou prevenir o abandono. Uma estratégia comum de proteção é o perfeccionismo: "Se eu sou perfeito, então a mamãe ou o papai vão me amar." Tentar não ter falhas ou não fracassar possivelmente seja uma busca obsessiva e vitalícia: quer seja pelo parceiro perfeito, pela conquista perfeita, pela diversão perfeita. Mas o resultado sempre será decepcionante. A busca pelo acerto, pela sensação de dominar o acontecimento, não substitui o amor próprio. No lugar disso, já que a perfeição não acontece, nasce uma satisfação inventada: a busca da ilusão de poder; a sensação de controle sobre a vida. Uma miragem que nasce quando não admitimos a contrariedade, a frustração. Sentimos que somos fortes, por exemplo, toda vez que resistimos a realizar um desejo nosso. É como se o sacrifício nos elevasse. A educação nos emprestasse nobreza. É fácil confundir com generosidade. Inflamos na medida em que nos colocamos de lado e atendemos àquele que julgamos precisar mais. Assim fazemos de conta de que não carecemos, de que somos completos. Levar a vida como ela deve ser cumprida, atendendo a tarefas, obedecendo a ordens, atendendo expectativas de familiares também é viver em busca da ilusão de ter poder. Isso é o que entra no lugar de nos satisfazermos, de sentirmos prazer. Esse é o caminho que resta enquanto temos medo de lutar pelo que gostamos ou medo de recebermos uma punição por fazer o que queremos. Pode Ser Diferente Existe cura para quem não recebeu cuidado suficiente na infância ou para quem dedica sua existência à busca da ilusão de poder. Assim como é para qualquer coisa que valha a pena, para isso é preciso esforço. Uma boa oportunidade de cura está no modo como vivemos as nossas memórias de parentalidade. Elas não são estáticas recordações e nem mesmo são retratos fiéis. Cada um de nós carrega pais-internos: uma voz que fala como nossos pais faziam. Se eles nos confirmavam, a auto-palestra será apoiadora. Se nossos pais eram essencialmente negativos, tenderemos a ser autocríticos na maior parte do tempo. Algumas destas ofensas serão simples repetições do que ouvíamos. Porém, a reprodução da atitude dos pais não é o que mais comumente acontece, mas sim a repetição da saída que achamos na infância. A criança culpa e ataca a si mesma para proteger os pais; para salvá-los; para justificar as atitudes deles; e para buscar o controle do que acontece com ela: assim poderá pensar que depende dela o resultado dos eventos. Será ao menos possível acreditar que os erros e os sofrimentos podem ser evitados. Nisso residem a fonte de muito do nosso sofrimento e as sementes da nossa renovação. Carinho por Mim Quem mantém boa auto-estima sabe falar amorosamente a si mesmo, especialmente quando sob estresse. Ao contrário é o auto-agressor: tenta obrigar-se, dominar-se, ter poder sobre si. Ao perceber isso, criamos uma via para a mudança. A meta precisa ser: mudar a forma de falar conosco. Espantoso como é possível discursar de maneira diferente em várias ocasiões. Por exemplo, se estamos tendo um bom dia, muitas vezes refletimos isso com pensamentos positivos. Nesses momentos, a mente pode ser muito calma e pacífica. Ao contrário, quando estamos sob estresse ou após experimentar algumas decepções, podemos ser bastante negativos e cheios de pensamentos combativos e que se repetem sem cessar. Julgamos que aquilo está errado, que precisamos desvendar como aconteceu para que não se repita. Queremos ter esse poder de governar um destino, de comandar a realidade. Quando angustiados, e com o pensamento congelado, estaremos re-experimentando aquele estado de espírito de busca de controle, de quem acredita que o sofrimento pode ser evitado. Uma vez que possamos reconhecer que partimos de um sentimento expansivo e responsável para um estado regredido, de quem se ilude com a possibilidade de dominar as situações futuras, passaremos a usar um dom maravilhoso: será possível sentir compaixão. A compaixão é colocar-se em nosso lugar. Parece paradoxal, mas não é. Em um estado de muita violência consigo, esquecemos de quem somos, desvalorizamos nossas atitudes, desconsideramos o acaso. É quando falamos do que acontece em nossa vida e de nossas atitudes como se fossem queixas de outra pessoa: "eu não fiz, acredita? Era só ligar para lá e não liguei"; "eu não tenho jeito, mesmo. Acabei comendo aquilo tudo"; "eu não presto pra nada"; "eu começo e não termino", e assim por diante. Isso é não se compreender. Poderíamos tratar melhor a um amigo na situação equivalente, mas não a nós mesmos. Isso pode ser diferente. Desde a compaixão é que realmente teremos mais cuidado conosco e tomaremos Ações de quem é responsável por si mesmo. Em um estado de espírito de busca de poder, achamo-nos impotentes e passivos. Nosso sermão particular incluirá declarações ansiosas: "eu nunca vou ser bom o suficiente", "Eu não posso fazer isso", "e se". E caberão auto-agressões: "acorde!", "cresça!", ou "deixe de ser maluco"! Sou um incapaz A forma como se interpreta uma situação, o que cada um diz a si mesmo a respeito dela, é um dos pontos chave que determina se vamos enfrentar eficazmente o caso ou se vamos sentir-nos incompetentes para fazê-lo. Neste sentido existe uma série de pensamentos que poderiam chamar-se improdutivos: - centrados nos aspectos negativos das situações magnificando-os e esquecendo os positivos; - dirigidos ao pior que possa ocorrer, mesmo que as possibilidades disso sejam remotas; - focados ao próprio encargo em relação ao que vai mal e estimulantes do auto castigo. Em resumo, são pensamentos que ao invés de interpretar objetivamente a realidade e buscar a solução para os problemas, empenham-se em negativizar o panorama e conseguindo, às vezes, bloquear qualquer intento de solução. Por isso, quando nos sentimos incapazes de enfrentar a uma situação e começamos a entrar no jogo dos pensamentos improdutivos, pode ser útil dizer-se: para que me serve pensar isso? Se o que acontece é que me sinto pior. O que será que estou evitando pensar? De que trabalho estou querendo me poupar? Assumindo novas possibilidades Quando reconhecemos que estamos mal, e nos compadecemos de nossa condição humana vulnerável, temos de afirmar nossas energias interiores responsáveis e autênticas. Essas ações são aquelas que ajudam a deslocar-nos para fora de um estado de quem deseja ter poder em direção a um senso mais expansivo e responsável. Basta praticar Ações Responsáveis que envolvam maior auto-cuidado. Às vezes, isso implica simplesmente na aceitação dos reais sentimentos que temos, sem falso pudor. Para que manter a censura se ninguém mais está sabendo? Em outras ocasiões, implica em reconhecer e tomar cuidado ativamente das nossas necessidades. Tratar de preparar uma bela refeição para nós mesmos ou ligar para um amigo. A Ação Responsável é, em essência, ser um pai-interno bom. Às vezes isso parece insuficiente e tolo. Pressupomos que de nada vai adiantar uma coisa assim. Mas saber e não fazer é ainda não saber. Muitas vezes, também, a Ação Responsável envolve desafiar o nosso fluxo de desvalorização. Isso significa ter coragem para redesenhar um raciocínio para adotar um lugar de apoiar-se mais que se criticar em qualquer circunstância. Por exemplo, diante de um primeiro encontro romântico mal sucedido, os pensamentos improdutivos seriam: "fiquei nervosíssima"; "não sabia o que dizer pra ele"; "terminei chorando". Reavaliando, poderia dizer-se: "tentei quebrar o gelo"; "cheguei a abrir-me para receber resposta"; "insisti e não fui embora correndo". Isto é muito mais fácil quando percebemos que estamos em um estado de espírito de busca de poder. Sempre que estivermos tendo catastróficas reflexões sobre o futuro ou nos sentindo injustiçadas vítimas do passado, será possível que nos tornemos mais relaxados. Se reconhecermos que o nosso pensamento parece mais a crença de um arrogante controlador do que de uma pessoa completa e responsável, isso pode nos dar a compaixão - e, muitas vezes, uma perspectiva humorística.
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Cínthya Verri
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5.10.09
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A primeira lotou; abrimos a segunda turma.
Devido à procura, abrimos nova oportunidade, agora às quartas-feiras.
Geralmente integra uma equipe multiprofissional com psiquiatra, psicólogo e outros profissionais. Porém, seu trabalho acontece fora das instituições convencionais ou consultório.
Para quem é o curso?
Não é necessária formação especial anterior, apenas o ensino médio. O AT trabalha junto com o psiquiatra e o psicólogo. Precisa ter muita vontade de se dedicar, de se envolver.
O curso também está indicado para quem tem alguém que ama e precisa, um familiar adoecido, por exemplo, para quem quer cuidar melhor desta pessoa, quer se instruir para fazer isso com muito mais qualidade. Não está apenas para aqueles que querem se profissionalizar.
Datas: quartas-feiras, às 20h.
Início da segunda turma: 14/10/09
$: 200,00 mensais
Inscrições: (51)3022.4444 / atendimento@clinicaverri.com.br
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Cínthya Verri
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5.10.09
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Sábado
Curso de Instrução do AT na Rádio Gaúcha
O Curso já tem seu próprio blog - acesse para mais informações.
Aqui Cínthya Verri fala com Sara Bodowsky na Rádio Gaúcha sobre o curso - Acesse o Brasil na Madrugada.
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Cínthya Verri
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26.9.09
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Terça-feira
Da Etiologia do Sofrimento Mental
Como acontece essa diferença?
Primeiro, precisamos distinguir entre quem está buscando vitórias e quem ama. O primeiro quer poder. Acredita em ter orgulho, em ser superior, em ter autoridade. Quem quer o amor, encontra sem partir em nenhuma direção.
Em geral, quem busca o poder não procura a satisfação diretamente: quer a adversidade. Somente através de dificuldades, de superar-se é que sente, por alguns segundos, o alívio de conseguir. Imediatamente isso desaparece. Ele volta a exigir-se com fervor.
Não sabe disso, mas esta pessoa, em si, não vale nada para ela. Como as coisas também não têm valor, recomeça.
Algumas sugestões de origem para esse comportamento parecem apontar para experiências na infância. O que chamamos auto-estima começa, inicialmente, na estima que os pais têm pelos seus filhos, no apego seguro nascido nos primeiros anos.
Através de atos simples como ser tocado, receber atenção aos sentimentos e orientação para realização de um objetivo, o bebê passa a ver seu valor refletido nos olhos dos pais: a ver-se desejável, ou seja, digno e capaz de ser amado. Estes sentimentos são tão poderosos que têm sido reconhecidos por influenciar a longevidade.
Se, através de diferentes formas de maus tratos, um bebê não consegue obter esse espelho amoroso, duas coisas acontecem com freqüência:
primeiro: a criança começa a pensar-se defeituosa, rejeitada.
Uma vez que, para nós quando crianças, os pais são divindades, o abuso e a negligência parental (incluindo a insensibilidade aos sentimentos) são vividos como plenamente justificados:
"Se a mamãe ou o papai me tratam desta maneira, deve ser culpa minha."
Uma segunda coisa também acontece: na infância, somos mestres na elaboração de estratégias para seduzir ou prevenir o abandono. Uma estratégia comum de proteção é o perfeccionismo:
"Se eu sou perfeito, então a mamãe ou o papai vão me amar."
Tentar não ter falhas ou não fracassar, possivelmente seja uma busca obsessiva e vitalícia: quer seja pelo parceiro perfeito, pela conquista perfeita, pela diversão perfeita. Mas o resultado sempre será decepcionante. A busca pelo acerto, pela sensação de dominar o acontecimento, não substitui o amor próprio.
No lugar disso, já que a perfeição não acontece, nasce uma satisfação inventada – a busca da ilusão de poder: a sensação de controle sobre a vida. Uma idéia que nasce quando não admitimos a contrariedade, a frustração.
Achamos que somos fortes, por exemplo, toda vez que resistimos a realizar um desejo nosso. É como se o sacrifício nos elevasse. Sentimos que inflamos na medida em que nos colocamos de lado e atendemos àquele que julgamos precisar mais. Assim fazemos de conta de que não carecemos, de que somos completos.
Levar a vida como ela deve ser cumprida, consentindo a tarefas, obedecendo a ordens, atendendo a expectativas de familiares – isso é viver em busca da ilusão de ter poder. Isso é o que entra no lugar de nos satisfazermos, de sentirmos prazer. É o caminho que resta enquanto temos receio de lutar pelo que gostamos ou medo de receber uma punição por fazer o que queremos.
Existe cura para quem não recebeu cuidado suficiente na infância ou para quem existe buscando a ilusão de poder.
Assim como é com qualquer coisa que valha a pena, para isso é preciso esforço.
Uma boa oportunidade de cura está no modo como vivemos as nossas memórias de parentalidade. Elas não são simplesmente estáticas reminiscências.
Cada um de nós carrega pais-internos: uma voz que fala como nossos pais fizeram. Se eles nos apoiaram, a nossa auto-palestra será apoiadora também. Se nossos pais foram essencialmente negativos, tenderemos a ser autocríticos na maior parte do tempo. Algumas destas ofensas serão simples repetições do que ouvimos.
Mais freqüentemente, porém, uma criança culpa e ataca a si mesma para proteger a relação com os pais – para justificar as atitudes deles buscando o controle do que acontece com ela – para pensar que o resultado dos eventos depende dela.
Nisso residem a fonte de muito do nosso sofrimento e as sementes da nossa renovação.
Quem mantém boa auto-estima sabe falar amorosamente a si mesmo, especialmente quando sob estresse. Ao contrário é o auto-agressor: tenta obrigar-se, dominar-se, ter poder sobre si.
Ao perceber isso, criamos uma via para a mudança: a meta precisa ser: mudar a forma de falar conosco.
Espantoso como é possível discursar de maneira diferente em várias ocasiões. Por exemplo, se estamos tendo um bom dia, muitas vezes refletimos isso com pensamentos positivos. Nesses momentos, a mente pode ser muito calma e pacífica. Ao contrário, quando estamos sob estresse ou após experimentar algumas decepções, podemos ser bastante negativos e cheios de pensamentos combativos e que se repetem sem cessar.
Julgamos que aquilo está errado, que precisamos desvendar como aconteceu para que não se repita. Queremos ter esse poder de governar um destino, de comandar a realidade.
Quando angustiados, e com o pensamento congelado, estaremos re-experimentando aquele estado de espírito infantil de busca de controle, de quem acredita que o sofrimento pode ser evitado.
Uma vez que possamos reconhecer que partimos de um sentimento expansivo e responsável para um estado infantil de quem se ilude com a possibilidade de dominar as situações futuras, passaremos a usar um dom maravilhoso: será possível sentir compaixão.
A compaixão é colocar-se em nosso lugar. Parece paradoxal, mas não é.
Em um estado como aquele, de muita violência consigo, esquecemos de quem somos, desvalorizamos nossas atitudes, desconsideramos o acaso.
Desde a compaixão é que realmente teremos mais cuidado conosco e tomaremos Ações de quem é responsável por si mesmo.
Em um estado de espírito de busca de poder, achamo-nos impotentes e passivos. Nosso sermão particular incluirá declarações ansiosas - "eu nunca vou ser bom o suficiente", "Eu não posso fazer isso", “isso não é para mim”, "e se"; e auto-agressões: "acorde!", "cresça!", ou "deixe de ser maluco”!
Quando reconhecemos que estamos mal, e nos compadecemos de nossa condição humana vulnerável, temos de afirmar nossas energias interiores responsáveis e autênticas. Essas ações são aquelas que ajudam a deslocar-nos para fora de um estado de quem deseja ter poder em direção a um senso mais expansivo e responsável.
Basta praticar Ações Responsáveis que envolvam maior auto-cuidado. Às vezes, isso implica simplesmente na aceitação de nossos reais sentimentos.
Em outras ocasiões, inclui reconhecer e tomar cuidado ativamente das nossas necessidades. Tratar de preparar uma bela refeição para nós mesmos ou ligar para um amigo.
A Ação Responsável é, em essência, ser um pai-interno bom.
Muitas vezes, também, a Ação Responsável envolve desafiar o nosso fluxo de desvalorização. Isto é muito mais fácil de fazer quando percebemos que estamos em um estado de espírito infantil de busca de poder.
Por exemplo, sempre que estivermos tendo catastróficas reflexões sobre o futuro ou nos sentindo injustiçadas vítimas do passado, será possível que nos tornemos mais relaxados.
Se reconhecermos que o nosso pensamento parece mais o de uma criança do que o de um adulto completo e responsável, isso pode nos dar a compaixão - e, muitas vezes, uma perspectiva humorística.
Estou precisando de opiniões a respeito da clareza,
especialmente. Ficou confuso? Com amor e um beijo meu,
Cínthya
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Cínthya Verri
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15.9.09
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Sexta-feira
Na Rádio de madrugada

Eu e o Tiago Mattos, lá da Perestroika, conversamos com a Sarah no programa Brasil na Madrugada, da Rádio Gaúcha.
E chegamos à conclusão de que, melhor, mesmo, é ir lá e fazer.
Vai lá e veja o que a gente fez.
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Cínthya Verri
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11.9.09
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Quinta-feira
Você conhece o AT?

Geralmente integra uma equipe multiprofissional com psiquiatra, psicólogo e outros profissionais. Porém, seu trabalho acontece fora das instituições convencionais ou consultório.
O AT acompanha o paciente em atividades do seu dia-a-dia compondo experiências de interação e vivência em espaço público ou em casa. O objetivo é ajudar o acompanhado a tornar-se ativo frente a suas dificuldades e sofrimentos – sem ser dependente das soluções e formulações criadas pelo terapeuta, mas desenvolvendo suas próprias saídas.

Neste primeiro módulo veremos tópicos essenciais à base do trabalho:
Introdução à Clínica Ampliada: Clínica Peripatética/ Introdução ao AT/ Análise de Filme
Aula das Verdades : Genealogia da moral/Metamorfoses
Aula da Base Terapêutica: deve haver mais de uma forma de amor .
Aula da Psicopatologia: Exame do Estado Mental
Aula de Emergências Psiquiátricas: Abordagem em momentos críticos
Aula dos Dilemas: amizade pode ser terapêutica? O encontro é terapêutico? Para que é a terapia?
Aula da Família: O trabalho com os familiares
Aula de Casos Clínicos Clássicos

Datas: 01/10; 08/10; 15/10; 22/10; 29/10 - 5/11; 12/11; 19/11
$: 200,00 mensais
Inscrições: (51)3022.4444 / atendimento@clinicaverri.com.br
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Cínthya Verri
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10.9.09
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Sexta-feira
Oh, meu amor, não fique triste
Eu ando escrevendo um livro, por isso não tenho postado.
A galera reclama.
Pensei assim, eu posso tuitar quando voltar ou mandar email.
Pode deixar seu email no comentário que eu escrevo avisando.
Beijo meu
Cín
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Cínthya Verri
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4.9.09
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Quarta-feira
Segunda-feira
TERAPIA LITERÁRIA - Na Folha de São Paulo

Terapia Literária foi uma das três oficinas gaúchas selecionadas pela Folha de São Paulo no roteiro do melhor da escrita criativa em quatro capitais brasileiras.
A primeira turma começa nesta segunda (17/8). Devido à intensa procura, haverá uma nova turma aos sábados, das 9h30 às 12h30, com início em 5/9.
Confira a notícia na Folha
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Cínthya Verri
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17.8.09
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Domingo
Rafal Olbinski

Olbinski's illustrations regularly appear in major publications such as Newsweek, Time, Business Week, Atlantic Monthly, Playboy, Omni, The New York Times, New Yorker and Der Spiegel. The list of his corporate accounts includes among others: US Trust, 31 Corporation (England), Smith-Kline Beecham International, American Airlines, The New York City Opera and the Cincinnati Opera.
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Cínthya Verri
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16.8.09
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Quinta-feira
Jornal do Almoço [13/08]: TERAPIA LITERÁRIA - com Carpinejar
Reportagem com Fabrício Carpinejar no Jornal do Almoço apresenta a Terapia Literária.
Confira no blog do Espaço Cultural Clínica Verri
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Cínthya Verri
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13.8.09
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Terça-feira
Sábado
Terça-feira
Conserta-se aqui.
Meu namorado, por si só, pediu salada ao garçom. E não se serviu apenas de batatas – pousou uma delicada folha verde-esperança de alface, acompanhada de tomate e cenouras. Sorrindo, bem quieta para não atrapalhar, fui me congratulando: valeu a pena tanta insistência.
Mas não deu tempo de saborear a vitória. Ao temperar, meu adorável gourmet emborcou meia lata de azeite e, não satisfeito, geou sal por toda a superfície.
Iniciei um zeloso discurso: não sabe que envenenou a salada? Não acredita que o corpo morra?
Não lembra que a vida acaba? Que o coração entope?
No supermercado, a saga de ensinamentos saudáveis prossegue: vai comprar presunto gordo? Queijo amarelo? Não conhece colesterol? Nunca ouviu que isso afoga o cérebro em banha?
Meus sabereres sobre azeitamento de maquinários estendem-se para automóveis: mas pra que carro flex se não usa álcool? Não sabe que é melhor pro motor? Desconhece desenvolvimento sustentável?
Diante de minha irrefreável chatice, ele não contra argumenta. Escuta meus surtos de madre superiora com olhares beáticos.
De algum modo digere meus derrames, minhas retaliações desproporcionais.
Sabe da engrenagem da minha loucura mais do que eu. Aquece em seu sistema minha intempestividade. Ele me acode: gosto das tuas informações sobre as coisas. É bom saber que ligar o limpador de pára brisas antes da água risca o vidro. Queria ter sabido disso antes.
É longe do debate que ele me cura: não me aponta. Aprendo com ele a devolver as falhas somente quando já estão funcionando. E em sigilo.
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Cínthya Verri
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28.7.09
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Marcadores: Crônica
Domingo
TERAPIA LITERÁRIA - com Carpinejar
7 encontros em agosto e setembro
Segundas e quartas alternadas
Dias: 17, 19 e 24/8, 9, 14, 21 e 23/9
Das 20h30 às 22h30
$: R$ 350,00
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Cínthya Verri
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26.7.09
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Segunda-feira
E eu fiquei no já vou já.
Quando sentei no avião, ofereceram café. Iria me arrepender. Mas a oferta juntou-se à ânsia. Inventei que, dessa vez, valeria a pena. Sua fumaça já me bastaria. Há café que deseja ser chá e não enfrentou terapia.
Vivi doze meses nas margens do encontro de dois rios. O Amazonas é um rio nervoso, não aceita obras nas bordas. Tem fúria que se mostra na cor barrenta de inquietação. Já o Tapajós é azul-fundo, um rio de companhia. Cresci como as folhas largas e verde-esmeralda de tanta chuva e umidade. Isso já faz quase uma década. Mas ninguém sai ileso depois de morar no norte. O norte fecunda a gente de boto, de miragem, de índio. Desaprende-se a míngua. Tropical é um clima que molha os cabelos antes da chuva e não escorre da pele. Os ritmos de dançar têm acordeões, guitarras ou batuques que adormecem a crítica. Onde a cultura sabe ser festa.
O rio é deitado e conecta toda a terra. Quem já viajou mais de dois dias em um barco, sabe a aguda sensação de que a água não tem fim. O amazonas dá a proporção minúscula que a gente tem. É como ganhar colo de um pai d´água. A floresta se impunha sobre minha fragilidade. Eu me sentia sem garras, sem presas, um bicho esquecido de bicho. Um bicho que não podia nem com os mosquitos. Mas até eles são polidos – mosquitos picam entre cinco e sete, em dois turnos: manhã e noite.
Da culinária amazonense e sua fortuna, o que mais molha a boca é pensar nas frutas. Não preciso de previsão de tempo. O Cupuaçu estará ávido pelo chocolate. A banana, de casca vermelha fogo, poderá ser sobremesa - é um enroladinho de doçura natural. O taperebá terá uma suavidade incansável. A graviola cobrará seu leite antes de entregar-se completamente. Os abacaxis serão amarelos de sol e amenos de brisa. Os jambos se jogarão dos galhos e cumprirão o que as peras sempre sonharam.
E sabendo disso, com plena consciência do custo para atravessar todas as horas de vôo e cumprir a distância de anos, na conexão, no aeroporto de Guarulhos, comi uma salada de frutas. Era um potinho acrílico com frutinhas em tons pastel. Eram ariscas, roçaram a boca e já informaram que não abraçariam a língua.
Menti primeiro que me entreguei ao engano pela aparência nordestina da atendente. Tinha uma vizinhança de mar, tons cantados na fala, sorriso ananaseiro. Uma imediata do norte. Mas sabia que não era a razão.
Depois fraudei pensando que era a saudade espumando os olhos, embaçando a vista. E isso já era meia verdade.
Mas o que existe é um fato inegável: nunca me guardo para o melhor. Por salivar demais. Por medo de morrer pelo caminho.
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Cínthya Verri
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13.7.09
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Sábado
A Tatuagem Inédita (ou enquanto durar o estoque)
Quando alcancei os dezesseis anos, quis a rebeldia de fazer a primeira tatuagem. Como todas as minhas resoluções daquela época, precisava de autorização mágica, premonição astral ou bênção espiritual. Tudo isso para me desincumbir de assinar qualquer responsabilidade. O primeiro passo, portanto, foi consultar o tarô. Visto o sinal verde dos arcanos maiores, pude passar a pensar no desenho. Novo impasse. O que representaria minha atitude, minha autenticidade, meu caráter único no universo? Foi com as moedas de troco dos audaciosos cigarros mentolados que me ocorreu a genial idéia – faria um ideograma do I Ching. Além do desenho exclusivo e exótico, eu ficaria isenta da decisão pela imagem. De quebra, ostentaria um talismã. Com seis lances de caras e coroas cheguei ao grafite portentoso de “o poder do poderoso”. Junto com a melhor amiga, embriagadas pela transgressão, decidimos a parte do corpo: o arrojo gráfico ficaria sobre o púbis, entre as virilhas. Assim, nem de biquíni o pai iria descobrir.
Subornamos o tatuador com visitas diárias. Armadas de efetiva tietagem, íamos à loja religiosamente. As carolas da galeria furreca onde estava abrigado o estúdio. Por fim, ele cedeu. Levamos nossas economias irmandadas para a realização de nosso primeiro ato para sempre; primeiro ato definitivo; o risco irrevogável dentro da pele. Seria o mistéiro da antiguidade chinesa em traços sóbrios, negros, permanentes.
Por mais de um ano, o segredo dentro da calcinha era minha alegria, um camafeu de distinção. Um orgulho de aparar os pelos, alisar a pele para emoldurar a arte.
Minha amiga acalorava ainda mais com suas palmas pela coragem que ela não tinha. O pódio durou até ler a entrevista de Luana Piovani. Na revista, a lindíssima afirmava que tinha uma tatuagem do tipo ‘só conhece quem merece’. Instalou-se a ruína. Cruel a decepção, o despejo. Como manchas em um vestido que espera o baile. Como tiras arrebentadas da sandália no meio do primeiro encontro. Como ver a rival beijando o garoto com quem você queria ao menos conversar. O sítio ilustre não era mais meu, não me pertencia. Fui exilada de meu corpo.
Minha raiva não chegou ao máximo porque naquele verão tudo ficou muito pior. Era a chegada das tatuagens de henna. Os álbuns exibidos pelas areias carregavam não menos que centenas de ideogramas como sugestão para tatuar e anunciavam com requinte característico: olha o alfabeto japonês!
O grande segredo oriental agora não valia mais que um sanduíche, um milho ou um churros litorâneo. O terror me espiava desde braços, pernas e bundas de banhistas suarentos, gosmentos, comuns.
Diante daquilo não tive dúvida: procurei um profissional para cobrir meu selo de ordinariedade estampado em lugar impróprio. Pedi pelo desenho mais ousado. Fez uma belíssima Fênix, quatro vezes maior que o sombreado anterior para dar boa cobertura. As horas de dor para colorir foram compensadas pelo alívio de estar livre das fotocópias cutâneas.
Em março, eu e minha amiga nos reencontramos. Não sabia por onde começar a contar que tinha traído nosso pacto de eternidade dérmica. Ela não me deixou falar. Emocionada, foi logo erguendo a blusa e revelando que, durante as férias, tinha tomado coragem e pedido pelo desenho mais ousado que houvesse.
Não acredito em karma, mas que los hay, los hay.
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Cínthya Verri
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4.7.09
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Sexta-feira
(a namorada do Carpinejar) Entrevista do Carpinejar para o Jô Soares

Além da diversão lá com o Jô, estamos ganhando mais e mais diversão no caminho. Os comentários estão engraçadíssimos.
Veja a entrevista do Bitos para o Jô Soares:
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Cínthya Verri
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3.7.09
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Quinta-feira
A Morte Inventada

Para quem gosta de ver e viver:
Realizaram um documentário sobre a alienação parental, produção maravilhosa, um primor!
Vai ser exibido em várias datas e cidades. Em Porto Alegre, no dia 13 de julho.
O Fabrício foi convidado pra debater por causa do livro “Meu filho, Minha filha”.
Resolvi compartir, acho que vai valer a pena.
Senhas vão ser distribuídas meia hora antes da apresentação, mas não será cobrado ingresso.
Confiram o projeto:
http://www.amorteinventada.com.br/
13 de julho de 2009
19h
Cine Bancários – fone: 3433.1200
Rua General Câmara,424
Casa dos Bancários
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Cínthya Verri
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2.7.09
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Terça-feira
Bons Modos
Rosie's Tea Party
2005 - Oil on canvas
Não gosto de dividir mérito, de repartir a alegria da vitória. Admiro os esportes solitários bem mais que as reuniões confusas atrás das bolas. Natação, corrida, arremesso de dardos. Acho discutível um destaque dentro de um time: ele será uma manifestação do coletivo. O sujeito em questão sempre terá recebido uma mãozinha dos colegas para concretizar o objetivo. Prefiro cobrar pela ausência.
Se meu namorado quiser ajudar com as compras, por exemplo, terá que se preparar fisicamente com treinos de força e velocidade. Caso contrário, vai se encontrar comigo na porta de casa aos bufos, com orelhas vermelhas e cara amarrada sentenciando: E aí? Curtindo as férias?
Sou capaz de escalar escadas de dois em dois, com cinco sacolas plásticas abarrotadas em cada braço. As latas de refrigerante estratégicas, brilhando feito pára-choques, bem na frente – são troféus do esforço que faço por ele. Moeda certa, poupança para encher a glote de vento e soprar: agora não adianta mais!
Desde a infância a mãe alertava para dissimular na hora de descarregar o carro. Explicava que eu era uma senhorita e, portanto, deveria disfarçar carregando uma bolsinha ou duas, caminhar devagar tilintando os saltos e demonstrando esforço. Era tarefa masculina esvaziar o porta-malas.
Nunca pode me entender, a minha mãe.
Jamais descobriu que o peso das sacolas é um investimento. Meu homem, transbordando de culpa, levará dias me carregando no colo.
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Cínthya Verri
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23.6.09
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Domingo
Quarta-feira
Rebenque
Kristian Olson
6" x 8" Digital, Acrylic, Pencil
Created for the December 2008
Small Works & Inventory
Sale at Wal-Art gallery in Los Angeles.
sou lata descendo a escada
os calcanhares, martelos
então, corro.
cruzo o riso, a rua, a rodoviária
respiro mínimos arames
o peito batendo panelas
me arrasto puxando as sombras
até provar que seria capaz
de morrer de obediência.
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Cínthya Verri
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17.6.09
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Quinta-feira
Filhote de Cruz Credo
Teatro Bruno Kiefer - Casa de Cultura Mário Quintana
de 13/06 a 05/07
Direção: Bob Bahlis
No elenco: Gutto Szuster, Laura Medina, Daniele Fogliatto, Marcelo Naz e Rafaela Cassol.
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Cínthya Verri
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11.6.09
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Quarta-feira
Racionamento
Sacode a cafeteira exausta
Enquanto fuma o terceiro último cigarro
aceitar o fim do dia é um risco
e adiar parece um prazer
que retarda meu momento mais caro
mastigo o escuro esperando que durmas
para enfim
te apanhar
fincar as unhas em teus centímetros de grama e chão batido
ser sal na água dilatando teu repouso
encarniçada sobre tua boca de vapor
te gastando
até que tua voz fuja do corpo
banida e surrada pelo meu quadril.
É de fome que esmago teu sono
reparto o cansaço e como.
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Cínthya Verri
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3.6.09
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